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Cursos / Concursos / Gerais
Postado por Gente da Gente - 17/07/2010
Juiz de Fora (MG) paga R$ 4 mil para médico do SUS
Baixo salário afasta profissionais, e prefeitura passa a contratar com valores semelhantes à rede particular
A Prefeitura de Juiz de Fora esta contratando médicos para atuarem nas unidades de urgência e emergência do município. Um decreto emergencial foi publicado, no sábado (17), nos Atos do Governo, autorizando a contratação por meio de cooperativas médicas ou fundações. O salário será de R$ 4 mil, e os médicos concursados, que já atuam no setor, terão os mesmos vencimentos. A extensão do benefício também será objeto do decreto emergencial assinado pelo prefeito Custódio Mattos.
Atualmente, um médico concursado recebe R$ 2.800, e, como na rede particular os médicos da urgência emergência recebem, em média, R$ 4 mil, a Secretaria de Saúde estava com dificuldade para contratar profissionais. Em algumas unidades, houve casos de médicos trabalharem apenas um dia e abandonarem o cargo diante do excesso de trabalho e a baixa remuneração.
A expectativa da prefeitura é contratar 30 médicos. O decreto é uma reação a não votação, pela Câmara Municipal, na última quarta-feira, do projeto de lei que institui o adicional por exercício em regime de plantão (Aerp).
Diante da reação de outras categorias, como motoristas do Serviço de atendimento Móvel de Urgência (Samu), enfermeiros e técnicos de enfermagem e enfermeiros, que teriam perdas, caso o projeto fosse aprovado, os vereadores pediram vistas da matéria, que só volta ao plenário em agosto, após o fim do recesso legislativo. Na próxima semana, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais vai realizar assembleia para analisar a proposta encaminhada à Câmara.
“O conjunto de medidas se fez necessário porque a proposta anterior, acordada com os sindicatos e a comissão especial que tratou o assunto e enviada ao Legislativo em forma de mensagem, não foi aprovada pela Câmara Municipal”, ressaltou o prefeito.
Segundo Mattos, o decreto emergencial foi a alternativa para evitar que a população ficasse desassistida. A estimativa da Secretaria de Saúde é que o déficit de médicos no serviço público chegue a 60 profissionais. O decreto emergencial visa suprir a demanda imediata da emergência.
O presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, disse que as disparidades na remuneração dos médicos plantonistas afastam os profissionais da rede pública. Ele vai esperar a publicação do decreto para analisar a medida adotada pela prefeitura.
FONTE: Hoje em Dia
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