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Notícias / Polícia / Estado
Postado por Gente da Gente - 28/07/2010
Juiz ameaça decretar prisão de diretores da operadora Oi no Brasil
Juiz quer saber quem ligou para o celular do estudante Fábio Acioly, sequestrado e morto em Maceió no ano passado
O juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal de Maceió confirmou que pode determinar as prisões dos diretores da operadora Oi, que segundo o magistrado estariam praticando crime de desobediência.
Os diretores da empresa no Brasil não teriam atendido ao pedido da justiça de Alagoas e das polícias Civil e federal do sigilo telefônico do aparelho celular do estudante universitário Fabio Acioly, sequestrado e assassinado em Alagoas em agosto do ano passado.
O magistrado, que não quis gravar entrevista, disse que deu um prazo até o final dessa semana para que o relatório seja enviado a ele e, caso a empresa mantenha sua decisão de não contribuir, será expedido à ordem de prisão contra os diretores da operadora.
Peritos da Policia Federal participam das investigações por meio da análise do computador da vítima e de mais de 40 mil ligações telefônicas registradas pela operadora no celular do estudante.
Além da operadora, a empresa Microsoft também não respondeu a um documento - enviado pelo Ministério da Justiça - onde são solicitadas informações sigilosas de um email da vitima.
Por telefone, a gerência de relações institucionais da Oi em Alagoas informou que desconhecia a determinação judicial, e que a operadora vai cumprir o prazo estipulado pelo juiz.
O crime que teve como vitima o estudante universitário já levou para a prisão três pessoas, que segundo a policia foram os executores do assassinato. Fabio Acioly foi seqüestrado quando mantinha relações sexuais dentro de seu veiculo com um homossexual que também fez parte do crime. Levado até um canavial pelos outros acusados, o estudante teve 80 por cento do corpo queimado. Ainda com vida e bastante ferido, o estudante foi socorrido inicialmente para um hospital em Maceió e depois para outro hospital em Recife, onde morreu. O inquérito segue em segredo de justiça, mas segundo o promotor de justiça José Antônio Malta Marques, uma suposta testemunha do trama criminoso, tem contribuído com as investigações que tem levado a polícia a acreditar que a morte do estudante foi um crime passional. A vitima mantinha uma relação amorosa com um outro homem, o qual por ciúmes, teria ordenado sua morte.
FONTE: Redação
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